Sarampo – Saiba tudo sobre a doença


O sarampo é uma das infecções mais contagiosas e é transmitida pela respiração, tosse ou espirro da pessoa doente. Pode ser contraída em qualquer idade e a vacinação é a melhor forma de prevenir a doença. Os principais sintomas são tosse, coriza e conjuntivite.

Os sintomas clássicos do sarampo são:

  • Febre
  • Erupções na pele (vermelhidão)
  • Tosse
  • Coriza (espirros, secreção e obstrução no nariz)
  • Conjuntivite (inflação ou infecção que provocam vermelhidão e lágrimas nos olhos)

Além desses sintomas pessoas com sarampo também podem apresentar outras manifestações clínicas, como:

Manchas de Koplik, que são brancos-azulados localizados na mucosa da boca, região próxima aos molares, que às vezes se estendem a toda mucosa oral.

  • Mal estar
  • Diarreia
  • Anorexia
  • Linfadenopatia

Como o sarampo é transmitido?

A transmissão do sarampo ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por isso, é elevado o poder de contágio da doença. A transmissão ocorre de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O vírus vacinal não é transmissível.

O sarampo afeta, igualmente, ambos os sexos. A incidência, a evolução clínica e a letalidade são influenciadas pelas condições socioeconômicas, nutricionais, imunitárias e àquelas que favorecem a aglomeração em lugares públicos e em pequenas residências.

As complicações mais comuns do sarampo são:

  • infecções respiratórias;
  • otites;
  • doenças diarreicas;
  • doenças neurológicas.

É durante o período exantemático que, geralmente, se instalam as complicações sistêmicas, embora a encefalite possa aparecer após o 20º dia.

As complicações do sarampo podem deixar sequelas, tais como: diminuição da capacidade mental, cegueira, surdez e retardo do crescimento. O agravamento da doença pode levar à morte de crianças e adultos.

Como é feito o tratamento do sarampo?
Não existe tratamento específico para o sarampo. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda administrar a vitamina A, em todas as crianças, no mesmo dia do diagnóstico do Sarampo, nas seguintes dosagens:

Crianças menores de seis meses de idade – 50.000 Unidades Internacionais (U.I.): uma dose, em aerossol, no dia do diagnóstico; e outra dose no dia seguinte.

Crianças entre seis e 12 meses de idade – 100.000 U.I: uma dose, em aerossol, no dia do diagnóstico; e outra dose no dia seguinte.

Crianças maiores de 12 meses de idade – 200.000 U.I.: uma dose, em aerossol ou cápsula, no dia do diagnóstico; e outra dose no dia seguinte.


Para os casos sem complicação manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas, para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes do sarampo. As complicações como diarreia, pneumonia e otite média, devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Como prevenir o sarampo?

A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente é de duas doses de vacina com componente sarampo para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, sendo uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e uma doses da vacina tetra viral aos 15 meses de idade, até 29 anos o indivíduo deverá ter duas doses. Uma dose da vacina tríplice viral também está indicada para pessoas de 30 a 49 anos de idade.

As vacinas estão disponíveis nas mais de 36 mil salas de vacinação do país de acordo com as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Esquema vacinal do sarampo

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral).

Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: duas doses da vacina tríplice

Adolescentes e adultos até 49 anos:

  • Pessoas de 10 a 29 anos – duas doses das vacina tríplice
  • Pessoas de 30 a 49 anos – uma dose da vacina tríplice viral

Quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.

Quem NÃO deve receber a vacina contra o sarampo?

Casos suspeitos de sarampo.

Gestantes – devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegida. Um exame de sangue pode dizer se você já está imune à doença. Se não estiver, deve ser vacinada um mês, antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.

Menores de 6 meses de idade.
Imunocomprometidos.
Adulto que não lembra se tomou a vacina, pode vacinar de novo? Há riscos?
Se não há comprovação de vacinação nas faixas indicadas, há necessidade de adultos receberem a vacina. Não há risco para a saúde. A caderneta de vacinação é um documento pessoal muito importante e deve ser guardada por toda a vida. A criança, o adolescente e o adulto até 29 anos de idade devem receber 2 doses. Se houve vacinação de 12 e 15 meses, não precisa receber outras doses. Mas, se recebeu só uma dose, tem que atualizar a situação vacinal, seja na fase adolescente ou adulta. Para quem tem 30 a 49 anos de idade e não tomou nenhuma dose da vacina, deve buscar os postos para receber uma dose única.

Pais que não sabem ou não lembram se deram vacina para crianças, podem vaciná-las?
Se não há comprovação de vacinação nas faixas indicadas, devem ser vacinados. A criança sem confirmação de qualquer dose deve receber duas doses, com intervalo mínimo de um mês. Não há risco para a saúde. A caderneta de vacinação é um documento pessoal muito importante e deve ser guardada por toda a vida.

Fonte : Ministério da Saúde