Estudo aponta que Ibuprofeno aumenta o risco de parada cardíaca em 31%; entenda os riscos


O Ibuprofeno é um remédio anti-inflamatório amplamente utilizado para o tratamento de diversos tipos de dores, como febre, dor no corpo e até cólicas. Sem a necessidade de prescrição médica, o produto pode ser facilmente adquirido nas farmácias, sendo um dos campeões de venda.

Apesar disso, autoridades da saúde chamam atenção para os efeitos negativos associados ao uso frequente do remédio.

Ibuprofeno: quem não pode tomar?

Gestantes

O consumo do remédio durante a gestação é contra-indicado pois seu princípio ativo, assim como sua classe (anti-infamatório não esteróides) estão sendo alvo de pesquisas que tendem a indicar um impacto negativo no desenvolvimento fetal, especialmente no que diz respeito aos rins e ao sistema circulatório do feto. É essencial, antes de consumi-lo, consultar seu médico.

Pessoas com insuficiência renal

Pessoas com insuficiência renal devem passar longe do remédio pois eles reduzem a filtração renal, ou seja, a capacidade dos rins de filtrar sangue, comprometendo ainda mais seu funcionamento.

Pessoas com condições cardíacas pré-existentes.

Um estudo publicado no Jornal de Medicina Britânica aponta que o ibuprofeno eleva em 31% o risco de uma pessoa ter infarto. Os dados partiram da análise de casos de dinamarqueses que haviam sofrido infarto entre 2001 e 2010. Dos 29 mil casos que aconteceram fora do ambiente hospitalar, 12% tinha ingerido algum medicamento desse tipo em menos de 30 dias. Com isso em mente pessoas que já possuem doenças relacionadas ao coração devem tomar cuidado com a ingestão desse remédio.


Pessoas com problemas intestinais e estomacais

Os eventos adversos mais frequentes que ocorrem com o uso do Ibuprofeno são distúrbios gastro-intestinais, como por exemplo, diarreia, vômitos e constipação. Portanto, pessoas que já possuem problemas nessas regiões podem experimentar um agravamento dos sintomas.

Homens com disfunção hormonal

De acordo com o estudo do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), dos Estados Unidos, o uso prolongado e intenso deste remédio, que também é bastante conhecido por um dos nomes comerciais, Advil, altera a fisiologia e função do testículo humano, gerando uma condição chamada de hipogonadismo.

Conforme a pesquisa, altas doses da droga reprimem as células endócrinas dos testículos e fazem com que a glândula pituitária, que controla a produção hormonal, seja estimulada. Consequentemente, gera-se uma desordem reprodutiva e física que está associada à infertilidade e disfunção erétil.

As informações e sugestões contidas neste site tem caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas. Este blog tem a finalidade de lhe ajudar, mas não substituir o trabalho de um especialista. Consulte sempre seu médico.